E pela primeira vez depois de
tanta confusão, senti-me purificada. Uma purificação concedida pela água, que
corria sem timidez por todo o meu eu, como que, com esse movimento, quisesse
purificar minha mente, minha alma.
Purificar de que? De todos os
tempos difíceis que a gente acha que são difíceis, de todo o mal que eu (supostamente) carregava aos olhos de
vários, de íntimos. A verdade é que nós é quem somos difíceis, não as coisas.
Após um tempo, percebi que, de
uma certa forma, eu era a água.
Sintonia.
Sincronismo.
Sintonia.
Sincronismo.
Era eu que corria.
Era eu que limpava a alma e
mente das pessoas.
Era eu que, de acordo com as
situações, tinha várias fases, faces... Mas sem perder a essência, sendo sempre
a mesma água.
Era eu que era o bem.
E, pensando bem, todo mundo é um
pouco ou completo de água.