E eu me perguntei várias vezes
qual o problema que habitava em mim para as pessoas olharem, conversarem e
simplesmente depois esquecerem até que me viram. Talvez o problema seja em mim mesmo.
Só que é mentira. O problema de as pessoas não observarem o mínimo de bom que
eu tenho a oferecer de braços abertos, o mínimo de mim, é inteiramente delas. Como
as pessoas não lembram isso ao me ver?
E eu me perguntei várias vezes
qual o problema que habitava em mim para eu me decepcionar tanto. E ele não é
exatamente um problema, mas uma virtude. É dar sempre de bom grado a todos,
tratar a todos por igual e simplesmente ver que o mundo não merece a minha
bondade. Mas, de tão doente que ele está, acaba por merecer, rasgado de amor.
E eu vou me perguntar ainda
várias vezes e tantas outras coisas. Mas vou me perguntar por que simplesmente
sou mula empacada.
(Empacada na ideia.
Empacada no amor.
Empacada nos bons fluidos.
Empacada nos ensinamentos de
uma luz, de um anjo.)
Sempre soube as respostas. O problema
é das pessoas, do desamor que elas fazem reinar no mundo.
Definitivamente, o problema
nunca foi meu.