quinta-feira, 20 de junho de 2013

Sobre copa, vandalismo e outros ma(i)s.

Sabe aquele vandalismo que os hipócritas, não sonhadores ou recalcados por assim dizer? É... Não sabe. Ninguém sabe. Não teve.
      Sabe tudo isso que está acontecendo no Brasil? Ônibus depredado, ruas em chamas, pessoas sangrando? Não sabe. Ninguém sabe. Não teve.
Sabe aquele barulho de spray ou de bala não letal? ? É... Não sabe. Ninguém sabe. Não teve.
Sabe aquele policial entregando água para os manifestantes? É! Não sabe? Nós, pessoenses, sabemos. Aqui teve! Aqui foi, até agora o único lugar exemplo para o Brasil! Por isso, muito me intriga saber que isso não está sendo espalhado aos quatro cantos.
Entretanto, muita coisa aqui não teve. Pelo menos da hora que eu participei (18h) até o final, não senti energia, não senti união. Tinha a vontade, tinha 22 mil pessoas, mas alguma coisa faltou. Não sei detalhar o que faltou, mas faltou.
Além disso, senti falta da multidão qual faço parte no Carnaval. Por que não hoje? Por que não em outra vez? Sempre acreditei que poderia fazer algo pelo mundo. Sempre acreditei no poder do povo e, agora ele estando desperto, não vamos decepcionar a nós mesmos. Vamos continuar o que foi tão difícil de iniciar.
É dinheiro de mais e retorno de menos. É roubo de mais e visão seletiva pra isso. É estádio com cadeiras confortáveis enquanto alunos não têm condições mínimas de permanecer numa escola. É erro de mais, atitude de” menas”. Acredito que Ronaldo não estava equivocado quando disse que Copa do Mundo só era feita com estádios. Jamais! Ele, apenas do comodismo de sua ignorância e da sua “pseudo crença” afirma que o dinheiro é bem distribuído para todas as necessidades dos brasileiros. Afirma porque não depende da precariedade do SUS, do busão lotado e sujo. Não vê as ruas alagadas nos dias de chuva ou corre o risco de ser assaltado porque não tem segurança no seu bairro. Pensando bem, discutir palavras de um sujeito desses nem vale a pena. Vergonha de um dia ele ter “representado” meu país.
“Não tá certo o que eles fazem com a nossa saúde, com o nosso dinheiro, com a nossa educação!” Os problemas são imensos, mas estou feliz. Começou uma luta e tenho a consciência de que nem eu nem meus amigos estamos inertes. Ninguém mais favorece Newton. Não podemos parar à medida que as lufadas de vento aqui, ao término do protesto, são as marcas da violência lá. 
E quem não pode ir às ruas, manda pensamentos positivos pra conseguirmos limpar essa merda toda.


Não podemos “mudar”!