E pela primeira vez depois de
tanta confusão, senti-me purificada. Uma purificação concedida pela água, que
corria sem timidez por todo o meu eu, como que, com esse movimento, quisesse
purificar minha mente, minha alma.
Purificar de que? De todos os
tempos difíceis que a gente acha que são difíceis, de todo o mal que eu (supostamente) carregava aos olhos de
vários, de íntimos. A verdade é que nós é quem somos difíceis, não as coisas.
Após um tempo, percebi que, de
uma certa forma, eu era a água.
Sintonia.
Sincronismo.
Sintonia.
Sincronismo.
Era eu que corria.
Era eu que limpava a alma e
mente das pessoas.
Era eu que, de acordo com as
situações, tinha várias fases, faces... Mas sem perder a essência, sendo sempre
a mesma água.
Era eu que era o bem.
E, pensando bem, todo mundo é um
pouco ou completo de água.
Ingrid, boa tarde!!
ResponderExcluirAmei o texto. A simbologia da água é muito forte em nós. Viemos dela, somos constituídos nela. Por ela subsistimos. Somos envolvidos em seu ciclo: rios, lagos, mares, umidade do ar, nuvens, chuva... Amei que tenha dito “Após um tempo, percebi que, de uma certa forma, eu era a água.” Penso que o maior dom de um ser humano é ser rio, é ter em suas margens árvores abençoadas por sua presença, é ter dentro de si vida e carregar vida por onde passa, é contornar pedras cantando...
“E, pensando bem, todo mundo é um pouco ou completo de água”. Sim, você está poética e absolutamente coberta de razão.
Um beijo carinhoso
Doces sonhos
Lello
Lello, senti saudades de você por aqui. Vida corrida?
ExcluirMuito obrigada pelo comentário. Interessante é que eu nem tinha pensado nessa riqueza toda de detalhes, acredita? Sua mente ver um além-mar gigante! Muito obrigada mesmo!
Um abraço, meu querido.
Boa noite!
A água nunca perde sua essência, creio que seja isso o primordial.
ResponderExcluirLindíssimo texto
Luuuuu, obrigada! Os seus nem se fala, né? Poetisa nata você.
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