sábado, 17 de novembro de 2012

Um banho


E pela primeira vez depois de tanta confusão, senti-me purificada. Uma purificação concedida pela água, que corria sem timidez por todo o meu eu, como que, com esse movimento, quisesse purificar minha mente, minha alma.
Purificar de que? De todos os tempos difíceis que a gente acha que são difíceis, de todo o mal que eu (supostamente) carregava aos olhos de vários, de íntimos. A verdade é que nós é quem somos difíceis, não as coisas.
Após um tempo, percebi que, de uma certa forma, eu era a água. 
Sintonia. 
Sincronismo.
Era eu que corria.
Era eu que limpava a alma e mente das pessoas.
Era eu que, de acordo com as situações, tinha várias fases, faces... Mas sem perder a essência, sendo sempre a mesma água.
Era eu que era o bem.
E, pensando bem, todo mundo é um pouco ou completo de água.

4 comentários:

  1. Ingrid, boa tarde!!
    Amei o texto. A simbologia da água é muito forte em nós. Viemos dela, somos constituídos nela. Por ela subsistimos. Somos envolvidos em seu ciclo: rios, lagos, mares, umidade do ar, nuvens, chuva... Amei que tenha dito “Após um tempo, percebi que, de uma certa forma, eu era a água.” Penso que o maior dom de um ser humano é ser rio, é ter em suas margens árvores abençoadas por sua presença, é ter dentro de si vida e carregar vida por onde passa, é contornar pedras cantando...
    “E, pensando bem, todo mundo é um pouco ou completo de água”. Sim, você está poética e absolutamente coberta de razão.
    Um beijo carinhoso
    Doces sonhos
    Lello

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    1. Lello, senti saudades de você por aqui. Vida corrida?
      Muito obrigada pelo comentário. Interessante é que eu nem tinha pensado nessa riqueza toda de detalhes, acredita? Sua mente ver um além-mar gigante! Muito obrigada mesmo!
      Um abraço, meu querido.
      Boa noite!

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  2. A água nunca perde sua essência, creio que seja isso o primordial.
    Lindíssimo texto

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    1. Luuuuu, obrigada! Os seus nem se fala, né? Poetisa nata você.

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